Uma equipe de cientistas do Centro Internacional da
Batata (CIP), com sede no Peru, acaba de encontrar as batatas mais resistentes
conhecidas até agora, como parte de suas pesquisas para determinar se esses
tubérculos poderão ser cultivados em Marte. Um comunicado publicado pelo centro
de pesquisa afirma que os resultados preliminares são positivos e, no futuro,
poderá ser possível plantar esses alimentos no planeta vermelho.
O pesquisador Julio Valdivia-Silva, um dos
responsáveis pelo experimento, afirmou à Agência EFE que o projeto “Batatas em
Marte”, dirigido pelo CIP com a assessoria da Nasa, conseguiu fazer crescer uma
batata, alimentada apenas com água rica em nutrientes, dentro de uma urna
fechada, denominada CubeSat. Nela, o tubérculo foi submetido a condições
extremas, similares às do planeta vermelho.
O tubérculo cresceu em um solo com 30% de sal, igual
ao de Marte, com uma concentração de 10% de dióxido de carbono no ambiente. As
temperaturas variavam entre -5ºC e 20ºC e a pressão chegava a 600 milibares –
um milibar é equivalente a 100 pascais -, própria de uma altitude de 4.500
metros sobre o nível do mar.
A terra utilizada na pesquisa procedeu do deserto
Pampas de La Joya, na região peruana de Arequipa, em cujo solo seco e salgado o
CIP já tinha conseguido cultivar batatas com a ajuda de adubos para sua
nutrição e estrutura.