Ganhou
força no último ano o uso de aplicativos que permitem que usuários troquem
moeda estrangeira com uma cotação mais amigável do que a oferecida por casas de
câmbio e sem a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), de 1,10%.
Esses
apps dizem atuar com base em uma brecha legal do Banco Central, que define que
apenas instituições autorizadas podem fazer operações de câmbio -eles negam
realizar transações financeiras e afirmam que apenas fazem a ponte entre
pessoas.
Por
enquanto, os aplicativos, gratuitos, ainda estão ganhando popularidade. O mais
antigo deles, o GoMoney, foi criado no fim de 2015 e hoje tem 2.000 usuários.
Seu rival, o Monepp, está no ar desde setembro de 2016 e já alcançou 12 mil
usuários.
Os
dois só estão disponíveis para smartphones que usem Android e, no caso do GoMoney,
em uma versão que usa o navegador do celular.
O
funcionamento dos apps é semelhante ao do aplicativo Tinder: o usuário define
um raio de interesse. A cotação é negociada, e o local, acertado. Os donos dos
aplicativos recomendam que seja escolhido um espaço público por segurança.
“Só
trazemos benefício para a economia. Tiramos o dinheiro das mãos das casas de
câmbio para pôr na mão das pessoas”, diz Maurício Pires, do GoMoney.
O
BC diz que não se manifesta sobre casos específicos. Enquanto os apps não são
regulamentados, o usuário precisa tomar cuidados, como verificar a
autenticidade das notas e evitar fazer transações em locais privados.
Recomenda-se também fa- zer uma transferência bancária para a conta do vendedor
a fim de registrar a transação.