Após uma promoção de ingressos que lotou o parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), os acessos ao local foram fechados, os clientes impedidos de entrar e uma fila de carros formou-se às margens da Rodovia dos Bandeirantes no domingo (6).
Segundo a fisioterapeuta Luciana Trentin, que mora na capital paulista, as entradas foram bloqueadas 20 minutos após a abertura do parque. Ela afirmou que os bilhetes foram adquiridos em uma promoção de dois ingressos por R$ 79, com data de validade até 13 de julho.
“Todo mundo se deslocou até lá e deu com a cara na porta. Nós ficamos uma hora esperando no carro, com crianças pequenas, e não tinha nenhuma informação”, afirma ela. Ela conta que estava com a filha e a sobrinha, ambas de 4 anos. “Elas estavam empolgadas para brincar e começaram a chorar quando dissemos que nós não conseguiríamos entrar”, relembra Luciana.
A fisioterapeuta conta que amigos da família conseguiram entrar no parque antes e relataram demora excessiva nas filas para as atrações. “Uma amiga nos disse que entrou na fila às 11h15 e só conseguiu entrar no brinquedo às 15h30”, conta ela.
Além disso, foi relatado que muitos brinquedos estavam fechados. “Eles fazem a promoção e não têm controle das vendas. Simplesmente vende e o parque não suporta a quantidade”, afirma Luciana. Ela afirma que tentará pedir o reembolso do valor pago pelo ingresso.
Pedidos ao Procon
Segundo o assessor da diretoria do Procon de Campinas, Francisco Togni, os clientes que se sentirem prejudicados podem solicitar junto ao órgão de Defesa do Consumidor o cumprimento da oferta, isto é, a utilização do ingresso em qualquer dia que o parque funcione, ou a devolução do dinheiro pago pela entrada.
Embora haja uma data limite para a promoção, Togni explica que o consumidor pode requerer utilizar a entrada em outro dia, já que o parque descumpriu a disponibilização do serviço durante o período. “O parque deve oferecer alternativas para o consumidor. Houve uma quebra de contrato, então o consumidor pode requerer visitar o parque em outra data futura”, explica ele.
Além disso, o assessor do Procon explica que os consumidores podem ingressar com uma ação judicial contra o parque para solicitar reembolso de despesas indiretas com a ida até o local, como custos de pedágio e combustível.
Medida de segurança
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Hopi Hari admitiu que a procura ultrapassou a lotação determinada e, como diretriz de segurança, o parque não permitiu a entrada de mais visitantes. Além disso, informou que todos os visitantes receberam entradas para retornar em outro dia.
Além disso, esclareceu que 15 das 48 atrações do parque permaneciam em manutenção, necessitando que elas permanecessem inoperantes. Sobre a demora nas filas para os brinquedos, o Hopi Hari afirmou que a média de espera nos dias de fluxo intenso de visitantes é de 2,5 horas, mas que pode ser maior dependendo do fluxo e do perfil dos visitantes em determinado dia.
Fonte: http://g1.globo.com/