O ano de 2023, um dos piores para filmes inspirados
em quadrinhos de super-heróis, se encerra com “Aquaman 2: O Reino
Perdido”, que acabou de estrear nos cinemas. A sequência do sucesso de
2019 chega às telonas coberta por um mar de fofocas de bastidores, descaso de
seu estúdio e uma desconfiança enorme do público, que já não se empolga mais
com esse subgênero como antes.
Mesmo assim, não é uma bomba cinematográfica, como
muitos chegaram a cogitar, e cumpre seu papel de entregar uma aventura
divertida para o público em geral, além de encantar com os ótimos efeitos
visuais.
Na nova trama, Arthur Curry (Jason Momoa) divide seu
tempo com as obrigações que passou a ter como rei de Atlântida e seu combate a
piratas e contrabandistas. O que ele mais gosta de fazer é cuidar de Arthur Jr,
o filho que teve com Mera (Amber Heard).
Só que uma série de problemas climáticos, que podem
prejudicar a vida na superfície, chama a atenção do herói, que descobre que
quem está por trás disso é seu antigo inimigo, Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen
II, de “Matrix Resurrections”).
Disposto a vingar a morte do pai, o vilão toma posse
de um artefato poderoso de um reino que havia sumido no mar. Para salvar seu
povo, Arthur resgata seu irmão, Orn (Patrick Wilson, de “Invocação do
Mal”), preso desde os acontecimentos do primeiro filme.
Fim
de uma era – “Aquaman 2: O Reino Perdido”
chega aos cinemas com uma inusitada situação: o filme marca o encerramento do
DCEU, universo integrado (atual) de adaptações dos personagens da DC Comics.
A ideia era rivalizar com o Universo Cinematográfico
da Marvel, mas uma série de escolhas erradas e produções decepcionantes fez com
que o projeto fosse deixado de lado após a entrada de James Gunn como novo
copresidente do DC Studios, que decidiu recomeçar tudo do zero.
Assim, fica perceptível que “Aquaman 2”
foi formatado para que tivesse um começo, meio e fim sem se conectar com absolutamente
nada do que veio antes (a não ser a primeira parte de 2019) e nem do que
poderia vir depois. Isso pode causar uma certa decepção, especialmente para
quem gosta de ver histórias interligadas como as do outro estúdio.