Dirigido por David Schurmann, cuja família é famosa
por ser a primeira tripulação brasileira a dar a volta ao mundo em um veleiro,
o longa, ainda inédito no circuito comercial, conta a história de Kat, a menina
adotada pela família em uma de suas viagens, portadora de HIV. Em entrevistas,
Schurmann contou que foi delicado o processo do filme, já que a história real
de sua irmã aconteceu no início dos anos 1990, quando havia ainda mais
preconceito com os portadores do vírus. Julia Lemmertz, Maria Flor e Marcelo
Antony integram o elenco.
Considerado um dos favoritos a representar o Brasil,
após participação elogiada no Festival de Cannes deste ano,
“Aquarius”, filme de Kléber Mendonça Filho estrelado por Sonia Braga,
ainda pode concorrer a indicações em outras categorias, já que tem estreia
comercial nos Estados Unidos marcada par o fim de outubro. Pelas regras da
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, qualquer filme que
estreie comercialmente até 31 de dezembro de 2016 na região de Los Angeles e
fique em cartaz por pelo menos sete dias, com três sessões diárias, está apto a
concorrer a estatuetas.
A escolha foi anunciada no início da tarde desta
segunda-feira (12), na Cinemateca Brasileira, após reunião da comissão formada
pela Secretaria do Audiovisual (SAV) do MinC (Ministério da Cultura) para fazer
a seleção. O presidente da comissão, o cineasta Bruno Barreto, disse que os
integrantes optaram por escolher “um filme que dialogasse mais com os
critérios da Academia”.