O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou nesta
quinta-feira (7) à presidência da Câmara, cargo do qual ele estava afastado
desde maio, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que o suspendeu do
exercício do mandato. Ele não renunciou ao mandato.
Com a decisão de Cunha de deixar a vaga, a Câmara
terá que convocar novas eleições no prazo de até cinco sessões plenárias –
deliberativas ou de debates com o mínimo de 51 deputados presentes – para uma
espécie de mandato-tampão, ou seja, para um nome que comandará a Casa até
fevereiro do próximo ano quando um novo presidente será eleito.
Cunha leu, com a voz embargada e lágrimas nos olhos,
uma carta de renúncia no Salão Nobre da Câmara. “Resolvi ceder ao apelos
generalizados dos meus apoiadores […] Somente a minha renúncia poderá pôr fim
a esta instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará infinidamente”,
disse.
O deputado demonstrou emoção ao falar das acusações
contra sua mulher e filha, também investigadas pelo uso de contas na Suíça
suspeitas de terem recebido propina do esquema de corrupção na Petrobras. O
deputado voltou a afirmar inocência nas acusações contra ele.