A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou, neste mês, a remoção definitiva dos orelhões das ruas de todo o país. Os aparelhos que marcaram época no país deverão deixar de existir até 2028. Apesar disso, as memórias construídas com os orelhões ainda continuam com alguns moradores de São Paulo.
Com o aparecimento do celular, o orelhão caiu em desuso e passou a ser utilizado apenas em algumas situações de emergência. Porém, nem sempre foi assim. No auge do consumo telefônico do Brasil, o país chegou a registrar 1,5 milhão de aparelhos espalhados pelas ruas. Atualmente, o número gira em torno dos 30 mil — sendo quase 5 mil na capital paulista.
A remoção dos orelhões começou de forma oficial em janeiro de 2026, após o fim da concessão de atuação dos aparelhos no Brasil. Mesmo assim, alguns poucos continuam resistindo à determinação.
Curiosidades dos orelhões
O design e o nome orelhão é uma customização exclusiva do Brasil. O formato da cabine — que se assemelha a parte do corpo humano — foi lançado no país em 1972, projetado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira.
De começo, era necessário uma ficha telefônica para usar o orelhão. Ao final de cada ligação, a ficha caía, ação que originou a famosa expressão “caiu a ficha” para situações chocantes do dia a dia.
Em 2026, o aparelho voltou aos holofotes do mundo com o lançamento do filme indicado quatro vezes ao Oscar, O Agente Secreto. Isso porque o poster do filme, estrelado por Wagner Moura, destaca um orelhão amarelo.