Apesar de não figurar entre os protagonistas da novela “Senhora do Destino” (2004/ 2005, na Globo), Giovanni Improtta (José Wilker) foi um dos destaques da trama. O personagem, criado por Aguinaldo Silva, já havia sido tema de um livro nos anos 1970, mas ganhou força graças à interpretação de Wilker, criador de bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”, repetidos à exaustão durante a exibição da novela.
Nove anos depois, o simpático bicheiro chega aos cinemas no filme “Giovanni Improtta”. Além de protagonizar o longa, Wilker também estreia na função de diretor. Na história atual, Giovanni cansou de ser um fora da lei e deseja conquistar o respeito e o glamour que sempre lhe faltaram. Para isso, ele contará com a ajuda do pastor evangélico, que também é vereador, Franklin (Thelmo Fernandes), e do delegado Paulinho (André Mattos), que farão de tudo para limpar sua barra.
Nenhum outro personagem da novela está no filme nem seu enredo foi criado por Aguinaldo Silva. Segundo Wilker, a decisão foi tomada no começo do projeto. “Eu queria utilizar apenas o personagem principal e dar a ele novas inspirações e novos contextos, que não estavam na trama.”
Ao longo da comédia, não faltam críticas às atitudes da polícia, dos políticos e da alta sociedade carioca. Para Wilker, essa é a maior prova de que é possível criticar sem ser sério. “Eu queria fazer um filme em que as pessoas se divertissem e pensassem.” Para ele, a distância entre a novela e o longa não atrapalha. “Giovanni é um personagem que pode e deve ser revisitado.”
Fonte: portal.tododia.uol.com.br