Investigado por suspeita de envolvimento com
pastores que cobravam propina para intermediar recursos para escolas, o
ministro da Educação, Milton Ribeiro, entregou o cargo ao presidente Jair
Bolsonaro. Em carta , o ministro da Educação disse que as reportagens revelando
corrupção na sua Pasta “provocaram uma grande transformação em sua vida”. Ele
pediu que as suspeitas de que uma pessoa próxima a ele “poderia estar cometendo
atos irregulares devem ser investigados com profundidade”. Ribeiro deixa o
cargo dizendo estar “de coração partido”.
O pedido de demissão ocorre no mesmo dia em que veio
a tona que em evento do MEC foram distribuídas Bíblias com fotos do ministro,
que para especialistas ato pode ser enquadrado como crime. A derrocada do
ministro começou no dia 18 deste mês, após publicação da primeira reportagem do
Estadão sobre o gabinete paralelo no gabinete de Ribeiro com atuação dos
pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.
Na carta, diante dos fatos, Ribeiro disse que
decidiu pedir exoneração com a finalidade de “de que não paira nenhuma
incerteza sobre sua conduta.”
Quem deve assumir o MEC no lugar de Ribeiro é o
secretário-executivo Victor Godoy Veiga, mas de forma interina.