Primeiro cantor branco a fazer um dueto com a diva
do soul Aretha Franklin, George Michael soube fazer da vanguarda uma
companheira. Foi duro crítico da segunda incursão americana no Iraque quando a
mídia ainda compactuava com o intento de George W. Bush. O cantor britânico que
morreu aos 53 anos nesse Natal de 2016 vendeu mais de 80 milhões de discos em
todo o mundo, formou o duo Wham! Com o colega de escola Andrew Ridgeley, e
transitou por variados gêneros musicais.
Do pop & Rock ao R&B, George Michael foi um
dos legítimos rock stars da generosa dinastia britânica de grandes estrelas da
música. Os jeans rasgados e o brinco em forma de cruz ditaram moda nos anos 80.
Os videoclipes luxuosos eram acontecimentos para a geração que se acostumava
com a Music Television.
O Wham! durou cinco anos, de 1981a 1986. Antes do
fim, porém, lançou a balada “Careless Whisper” que virou hit mundial e
precipitou a carreira solo do inglês. Em 1987, ele assinou contrato com a
Columbia Records e lançou o álbum “Faith”. O disco vendeu mais de 15 milhões de
cópias em todo o mundo e o single homônimo foi número um em todas as paradas
musicais dos EUA e da Europa. O álbum ainda venceu a categoria de álbum do ano
no Grammy de 1988.
Em 1991 lançou Don´t Let the Sun Go Down on Me, um
dueto gravado ao vivo com Elton John. No mesmo ano, mesmerizou o público no
Maracanã na segunda edição do Rock in Rio. O show fazia parte da turnê de
Listen Without Prejudice: Vol 1, um mergulho delicioso do cantor e compositor
pelo jazz e outros gêneros da música negra norte-americana.
Em 1993 entrou em uma ruidosa batalha judicial
contra a Sony por mais liberdade criativa. Reclamava que a gravadora não
considerava suas propostas musicais. Sempre polêmico e genioso, em 2004 disse
que só lançaria seus trabalhos na internet após o fracasso do disco “Patience”,
que coincidentemente marcou seu retorno a Sony. O último disco, “Symphonica”, é
de 2014. Uma das duas gravações ao vivo que lançou. A outra, datada de 1993, é
“Five Life”.