Nova Odessa teve duas péssimas notícias divulgadas
nos últimos dias: contabiliza o pior índice de desemprego da Região
Metropolitana de Campinas (RMC) e está fora do novo Mapa do Turismo Brasileiro.
“Tenho ouvido dez notícias por dia e nenhuma delas é boa, por isso estou aqui”,
afirmou Francisco Lahóz, secretário executivo do Consórcio PCJ (dos Rios
Piracicaba, Capivari e Jundiaí), quando apresentou a proposta de um projeto de
incentivo ao poder público para inserir o “Paraíso do Verde” e as outras 75 cidades
dessas bacias hidrográficas como roteiros ecogeográficos para visitação
internacional.
A geração de empregos por meio do ecoturismo e do
turismo rural é o objetivo do “Projeto de Lei Espaço Ecohídrico”, que está
sendo encaminhado pelo órgão consultivo aos municípios consorciados. Sua minuta
foi divulgada e debatida no dia 17 de maio, na sede da entidade, e contou com a
participação de vereadores; diretores de concessionárias de saneamento públicas
e privadas; secretarias municipais de Educação, Recursos Hídricos, Meio
Ambiente e Turismo; assessorias jurídicas; além da Maestrello Consultoria
Linguística.
No mesmo mês, cerca de 15% da população
novaodessense economicamente ativa estava desempregada – o que representa
aproximadamente 5.450 trabalhadores -, segundo levantamento da Associação
Comercial e Industrial de Campinas (Acic). Por sua vez, Nova Odessa recebeu do
Ministério do Turismo (MTur) R$ 1,2 milhão para investimentos na área da pasta,
nos últimos três anos, mas o montante parece não ter sido suficiente para
promover ações que a mantivessem na versão atualizada do mapa, que serve de
estudo e apoio a municípios com capacidade de desenvolver o setor.
Oportunidade – “O número de desempregados em Nova
Odessa assusta, superando em quase 4% a taxa nacional [11,2%, divulgada em
abril]. Também é lamentável saber que a cidade saiu do Mapa do Turismo
Brasileiro por apresentar baixa capacidade de fomentar o setor, de acordo com o
MTur. No entanto, ela pode fazer jus ao apelido que tem e investir no turismo
ecológico para desafogar sua economia. Quer oportunidade melhor que fazer do
Paraíso do Verde um Espaço Ecohídrico regional?”, comentou a diretora executiva
da startup social novaodessense, Ana Lúcia Maestrello.