O julgamento de Dilma Vana Rousseff encerrou-se
nesta quarta-feira. Às 13h35 o painel do Senado Federal confirmou o já esperado
veredicto: por 61 votos a 20, ela foi
condenada por crime de responsabilidade – e definitivamente afastada do Palácio
do Planalto, embora tenha mantido os direitos políticos. Não houve abstenções.
Após o resultado da votação, dezenas de senadores e
deputados presentes ao plenário do Senado comemoram com palmas e cânticos. Um
grupo favorável ao impeachment entoou um trecho do Hino Nacional. A decisão
também abre caminho para que Michel Temer (PMDB) seja efetivado na Presidência
da República até 2018. A posse de Temer deve ocorrer em rápida cerimônia no
Senado ainda nesta quarta-feira às 16h.
Ao chancelar o processo que culminou na queda de
Dilma, as instituições brasileiras acabaram também por encerrar o ciclo de
poder do Partido dos Trabalhadores – uma sigla que, nos treze anos que ocupou o
Planalto, maior hegemonia de um partido desde a redemocratização, tentou se
apropriar do Estado. Em nome de seu projeto de poder, o governo petista cometeu
os crimes orçamentários que embasaram a denúncia contra a presidente, ao
praticar reiteradamente pedaladas fiscais para maquiar contas públicas e esconder
do país a grave crise que se avizinhava, de modo a garantir a reeleição de
Dilma em 2014.