A sonda Juno entrou com sucesso numa órbita ao redor
de Júpiter. Com isso, a Juno se tornou a segunda espaçonave a conseguir se
colocar ao redor do maior planeta do Sistema Solar. A primeira foi a Galileo,
em 1995.
Algumas diferenças marcam essa segunda chegada a
Júpiter. Se a Galileo tinha por objetivo fazer um reconhecimento superficial do
planeta e um estudo detalhado de suas luas, a Juno deve se concentrar no estudo
das profundezas jovianas. Usando sensores de infravermelho e ultravioleta, além
de medidores de gravidade e radiação, ela tentará desvendar os mistérios do que
há no interior do gigante gasoso -a um custo de US$ 1,1 bilhão.
Entre as medições que os cientistas pretendem fazer,
está uma estimativa da quantidade de água presente na atmosfera joviana. Isso
dará pistas de em que lugar do Sistema Solar o planeta se formou (quanto mais
longe do Sol, maior a quantidade de água esperada) e se ele se deslocou muito
desde então. Além disso, a sonda poderá descobrir a presença de um núcleo denso
no interior daquele mundo, o que ajudaria a confirmar as atuais teorias de
formação planetária.
A órbita inicial da sonda é uma elipse imensa, que
ela cobre em 53 dias. Somente depois de duas dessas voltas ela fará um novo
ajuste para reduzir o período orbital para 14 dias. Na manobra de inserção, os
instrumentos científicos permaneceram todos desligados, de forma que as
primeiras imagens realmente próximas de Júpiter colhidas pela sonda devem vir
só em 27 de agosto. No total, a missão durará 37 órbitas, seguidas pelo
mergulho da sonda na atmosfera de Júpiter, em fevereiro de 2018.