O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
assinou nesta segunda-feira uma ordem executiva para retirar o país do Acordo
de Associação Transpacífico (TPP), do qual fazem parte outras onze nações. O
acordo era resultado de sete anos de negociações entre os países e iria retirar
barreiras alfandegárias e tributos para ampliar o comércio entre as nações. O
TPP reunia cerca de 40% do produto interno bruto (PIB) mundial
Apesar de o acordo ter sido negociado durante o
mandato do ex-presidente Barack Obama, o TPP nunca chegou a ser ratificado pelo
Congresso, de maioria republicana. A decisão de Trump, além do forte efeito
simbólico, enterra o acordo, pois dificilmente ele será discutido no Congresso.
Segundo o republicano, a saída das negociações sobre o TPP é “uma grande coisa
para o trabalhador americano”. Trump, durante toda a campanha, defendeu medidas
protecionistas para a economia americana e agora está pondo seu discurso em
prática.
A proposta de integração econômica, defendida por
Obama, previa a redução ou eliminação de
tarifas e outros impedimentos à circulação de bens e serviços entre os
países-membros. Fora os Estados Unidos, onze nações da Ásia, Oceania, América do
Norte e América do Sul fazem parte das negociações, incluindo Japão, México e
Canadá. Com a saída americana, mesmo que o acordo seja levado adiante pelas
demais nações, ele perderá força.