O chapéu na cabeça, um casaco reforçado, um abraço na esposa Elaine e com os olhos voltados para o palco o representante comercial Roberto Mendienda, 57, nem pensava em frio, apesar de o termômetro marcar, às 21h35 de sábado, 15 graus no descampado do CSU (Centro Social Urbano). Há 30 anos no Brasil, o mexicano que escolheu Santa Bárbara d’Oeste para viver, pela primeira vez assistia, ao vivo, o cantor e compositor Renato Teixeira embalar sucessos que sempre escutou nas rádios
Renato Teixeira, Mombojó, Rodrigo Vellozo e outras atrações arrastaram aproximadamente seis mil pessoas para CSU, um dos sete locais em Santa Bárbara em que ocorreu o primeiro dia de 7ª Virada Cultural Paulista.
Ontem a festa continuou na cidade, com apresentação do violeiro Mazinho Quevedo na Praça Coronel Luiz Alves. Apesar de toda animação, problemas técnicos foram registrados em Santa Bárbara, atrasando as apresentações.
Diversidade cultural e comportamental também “viraram” pela região. Em Americana, no mesmo horário em que Teixeira animava o público barbarense, na Praça David Garcia “Os Sertões” abusavam das pegadas nordestinas com toques metropolitanos.
Na praça – único local das apresentações do primeiro dia de Virada – estavam debruçadas na grade que separava o palco as amigas e estudantes Erica Vieira, 26, e Gleice Rodrigues, 28. Ansiosas pelo show de Tulipa Ruiz – uma das vozes mais aclamadas hoje na MPB (Música Popular Brasileira), as duas fãs saíram de Sumaré para buscar um bom lugar na primeira fileira. “O ano passado também viemos assistir aos shows da Virada em Americana e aprovamos”, disse Gleice.
Pela primeira vez no Brasil, o francês Wax Tailor tocou para um público de pouco mais de 400 pessoas e encerrou a noite da Virada. Seu repertório de hip hop orquestral (mistura de soul, funk, música eletrônica e psicodelia), o faz ter o título de “embaixador” da cena independente européia.
Já os irmãos Gabriel, 13, e Tiago, 16, donos de portentosas cabeleiras e integrantes da banda americanense Revoltzsp, ontem não estavam em cima do palco. “Viemos para ver todos os estilos. É uma opção a mais para a cena musical”, disse Tiago.
Fonte: portal.tododia.uol.com.br